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G1, 14 de julho de 2011
ONG em Duque de Caxias oferece cursos profissionalizantes para mulheres
Tem opções como pintura, corte e costura, artesanato e modelagem. Mas a construção civil também atrai o público feminino.
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G1, 14 de julho de 2011
Barra de ferro de 15 kg despenca em construção e mata operário em MS
Viga era usada para fixar laje e caiu do 17º andar.
A vítima estava no térreo e foi atingida na nuca.
Um homem de 32 anos que trabalhava em no canteiro de obras da construção de um prédio em Campo Grande morreu ao ser atingido por uma barra de ferro de três metros de comprimento e aproximadamente 15 quilos. O acidente foi por volta das 8h30 desta quarta-feira (13).
Segundo informações do boletim de ocorrência, registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Centro, o pedaço de metal era usado para escoramento de uma laje e se desprendeu do 17º andar.
A vítima estava no térreo recolhendo tijolos quando morreu e usava, segundo a Polícia Civil, equipamentos de segurança. “Só vi na hora que ele estava no chão e o barrote do lado. Caiu bem na cabeça dele por trás e quebrou o capacete”, diz o encanador, que também trabalhava na construção do prédio, Leomar de Souza Pereira.
O caso foi registrado como homicídio culposo e, de acordo com o registro da ocorrência, se classifica como crime de trabalho e será investigado.
Esta foi a segunda morte em canteiro de obras somente nesta semana em Campo Grande. Na segunda-feira (11) um operário de 54 anos despencou de um prédio e teve várias fraturas, traumatismo craniano e teve parada cardíaca. A Polícia Civil investiga se a vítima usada equipamento de proteção.
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Folha de Londrina, 14 de julho de 2011
Empresários e trabalhadores alertam sobre risco de desindustrialização do país
A desindustrialização do Brasil é "muito grave". O alerta foi feito hoje (13) por representantes da indústria e dos trabalhadores. Preocupados com a situação, eles se reuniram na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI) para discutir medidas que combatam a desindustrialização. Durante o encontro, patrões e empregados decidiram pedir uma audiência com a presidenta Dilma Rousseff para apresentar um quadro sobre o momento vivido pelo setor e propor a ativação da Câmara da Industrialização.
Outras duas propostas foram aprovadas durante a reunião. Os empresários e os trabalhadores querem que a Câmara dos Deputados instale uma comissão geral para que possam discutir a situação do setor. Além disso, eles vão lançar um pacto pela industrialização, reunindo todos os projetos que estão no Legislativo e que propõem medidas de combate à desindustrialização.
Segundo o presidente da Força Sindical, o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (PDT-SP), o Brasil terá um déficit no setor de manufaturados de mais de US$ 100 bilhões neste ano. Se nada for feito pelo governo para mudar esse cenário, assinalou, os trabalhadores vão começar a agir. "Chegará a um ponto em que a gente começará a criar problema nos portos, além de segurar os produtos lá no meio do mar."
De acordo com o presidente da CNI, Robson Andrade, o excesso de importações aumenta a inflação. Ele disse, porém, que confia na Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) que será lançada na próxima semana pelo governo. "Acredito que devem vir medidas positivas, como a desoneração de investimentos e de exportações. Será um programa de incentivo ao desenvolvimento."
Agência Brasil
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Bem Paraná, 14 de julho de 2011
Governo isenta ICMS de materiais de construção
O governo do Paraná concedeu isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para materiais destinados à construção de casas populares. A medida será operacionalizada por meio da Companhia Habitacional do Paraná (Cohapar), e se aplica a empresas contratadas ou conveniadas com a entidade.
“Casas populares são uma das prioridades do governador Beto Richa”, afirma o presidente da Cohapar, Mounir Chaowiche. Na opinião dele, a medida é mais um passo no sentido de fortalecer e aperfeiçoar a política habitacional do Paraná.
O secretário da Fazenda, Luiz Carlos Hauly, disse que as empresas só podem comprar material de construção sem ICMS apresentando declaração da Cohapar atestando que o uso será em moradias de interesse social. No documento também deve constar a quantidade de mercadoria a ser adquirida.
“Temos um plano de governo a cumprir e um dos instrumentos de que dispomos é o bom uso que a Secretaria da Fazenda pode fazer da política fiscal”, disse Hauly. “Barateando o custo das construções, a necessidade de recursos diminui e o número de casas populares pode ser ampliado.” |
Diário do Grande ABC, 14 de julho de 2011
Venda de imóveis novos avança em maio
O mercado imobiliário retomou o fôlego de crescimento. A venda de imóveis novos na região avançou cerca de 10% entre janeiro e maio. "O cenário poderia ser melhor se não faltasse imóvel na faixa de R$ 150 mil no mercado. Isso impede, por exemplo, que as vendas cresçam ainda mais no Grande ABC", diz o vice-presidente da Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC e empresário do Setor, Milton Casari.
Outro fator que ajuda a frear o ritmo de vendas é a forte demanda, que contribui para alta dos preços. "Faltam imóveis. O Grande ABC se valorizou muito. Há pessoas de São Paulo que estão migrando para cá. Com isso, os imóveis ficam mais caros e as vendas mais difíceis", explica o delegado regional do Conselho dos Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo, Alvarino Lemes.
Com imobiliária em Mauá, o empresário João Batista Ferreira conta que o município, em especial, carece de lançamentos imobiliários. "Não estamos conseguindo suprir a demanda da cidade. As vendas caminham em passos largos, mas seriam melhores se as empresas tivessem mais construções por aqui."
MERCADO
A venda de imóveis novos na capital paulista avançou 2,6% em relação a abril, passando de 2.319 unidades comercializadas a 2.380. Cerca de 80% ocorreram na fase de lançamento.
Do total vendido, 45,6% referem-se ao segmento de dois dormitórios e 26,7% ao nicho de três quartos. É o que aponta a pesquisa do Sindicato da Habitação de São Paulo. Na contramão, a Região Metropolitana apresentou variação negativa de 5,1% em maio diante de abril (4.663 unidades).
ACUMULADO
De janeiro a maio, as vendas acumuladas na cidade de São Paulo foram de 8.964 unidades, com variação negativa de 34,3% sobre os 13.646 imóveis negociados nos cinco primeiros meses de 2010. A Região Metropolitana totalizou no período 19.252 unidades vendidas, com variação negativa de 32,9% sobre 28.674 unidades comercializadas entre janeiro e maio de 2010.
O economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, ressalta que, apesar dos resultados de vendas acumulados no ano estarem aquém dos demonstrados em igual período de 2010, o mercado registra recuperação nos últimos dois meses.
Ele cita como exemplos a criação de 1,2 milhão de postos de trabalho formais de janeiro a maio, além do Produto Interno Bruto com crescimento de 1,3% no trimestre. "Não há grandes obstáculos à atividade econômica e o setor imobiliário deverá crescer nos próximos meses, no segundo semestre, quando tradicionalmente o mercado melhora o desempenho."
Para o delegado regional do Creci-SP, a alta da inflação e da taxa de juros - política adotada pelo governo para frear o consumo - também têm contribuído para que o ritmo de comercializações diminua. Medidas que têm afastado os novos compradores. "As parcelas mensais do financiamento imobiliário estão um pouco mais pesadas no bolso do consumidor, principalmente, aquele que não se enquadra no programa federal Minha Casa, Minha Vida (para compra de imóveis de até R$ 170 mil)", explica.
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Agência Senado, 14 de julho de 2011
Portal de Transparência da Copa de 2014 será lançado nesta quinta
Os gastos com as obras da Copa do Mundo de 2014 ganham portal específico a partir desta quinta-feira (14), com o lançamento do Portal de Transparência da Copa de 2014 (www.copatransparente.gov.br). Trata-se de uma rede de informações criada pela Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) com apoio do Tribunal de Contas da União (TCU).
O lançamento do portal será ao meio-dia, na Presidência do Senado. Foram convidados representantes do Governo, do TCU e governadores dos estados que sediarão o Mundial, além dos prefeitos das cidades-sede e personalidades ligadas ao esporte.
A iniciativa atende a instrução normativa 62/2010 do TCU, que impõe aos gestores públicos o cadastramento das ações e preenchimento periódico de dados que apresentem a evolução dos gastos e a execução física dos empreendimentos.
A página disponibilizará informações sobre rodovias, estádios, aeroportos, portos e demais obras relacionadas à Copa, com foco nos contratos. Dessa forma será possível ao internauta acompanhar todo o processo, da licitação até a execução das obras.
O site, que estará online apenas no momento do lançamento, também terá um espaço para o internauta enviar sugestões ou denúncias de irregularidades. "Esse portal será uma contribuição do Legislativo, no sentido de assegurar um instrumento eficaz de controle dos gastos públicos, de forma ética e transparente. As informações ficarão disponíveis a todos os cidadãos que desejarem acessá-las", afirmou o presidente da CMA, senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).
As informações são da assessoria da CMA.
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Agência Diap, 14 de julho de 2011
Seguridade Social aprova admissão de trabalhadores em situação de rua
Em reunião realizada nesta quarta (13), a Comissão de Seguridade Social (CSSF), aprovou por unanimidade, o PL 2.470/2007, do deputado Paulo Teixeira (PT-SP), que altera a Lei nº 8.666, de 21 de julho de 1993, que regulamenta o art. 37, inciso XXI, da Constituição Federal, que institui normas para licitações e contratos da Administração Pública.
O projeto inclui como requisito para licitação de obras ou serviços, que o vencedor da licitação admita trabalhadores em situação de rua entendido como aqueles cidadãos cujas referencias familiares, afetivas, e profissionais de alguma forma se romperam e os levaram a eleger a rua como seu local de residência.
Levantamento realizado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome - MDS com a Organização das Nações Unidas para Educação, a Ciência e a Cultura - UNESCO, em 2008, identificou, em 71 municípios pesquisados, entre os quais se inserem 23 capitais, 31.922 pessoas em situação de rua.
Parecer
O relator, deputado Henrique Afonso (PV-AC), em seuparecer ressaltou que "a baixa escolaridade e qualificação profissional ou pela dificuldade de reinserção no mercado de trabalho, o direito fundamental ao trabalho torna-se inacessível a grande parcela das pessoas em situação de rua". São recentes as políticas públicas voltadas para este público.
A matéria tramita em decisão conclusiva e agora será analisada pelas Comissões de Finanças e Tributação (CFT) e de Constituição e Justiça (CCJ).
Profissionais de saúde
O colegiado também aprovou requerimento (81/2011), do deputado Danilo Fortes (PMDB-CE), para realização de audiência pública para debater o PL 2.598/2007, do deputado Geraldo Resende (PMDB-MS), que obriga os estudantes de Medicina, Odontologia, Enfermagem, Farmácia, Nutrição, Fonoaudiologia, Fisioterapia, Psicologia e Terapia Ocupacional, que concluírem a graduação em instituições públicas de ensino ou em qualquer instituição de ensino, desde que custeados por recursos públicos, a prestarem serviços remunerados em comunidades carentes de profissionais em suas respectivas áreas de formação.
No Brasil são mais de 3 milhões de profissionais de saúde. Destes, segundo cálculos do Ministério da Saúde, cerca de 2,5 milhões exercem suas atividades nos grandes centros urbanos.
O projeto se justifica pelo grande desafio de reduzir desigualdades na distribuição de profissionais no território nacional e melhorar os indicadores de saúde em áreas onde há carência destes profissionais.
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Agência Brasil, 14 de julho de 2011
Congresso aprova LDO; salário mínimo vai a R$ 616 em 2012
Ao aprovar nesta quarta-feira (13) o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2012, o Congresso Nacional manteve o valor do salário mínimo previsto pelo Executivo de R$ 616,34. A LDO também estabelece que o Orçamento da União para o ano que vem terá que preservar uma dotação para o aumento real aos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O Congresso alterou a proposta do Executivo de excluir de reajuste, em 2012, o auxílio-alimentação e a assistência pré-escolar, médica e odontológica quando o valor do benefício pago aos aposentados e pensionistas superar o valor médio da União, praticado em março de 2011. Os deputados e senadores mantiveram nessa regra, apenas, o auxílio-alimentação.
O presidente do Congresso, José Sarney (PMDB-AP), considerou as mudanças nas regras de reajuste dos benefícios previdenciários um avanço.“Enquanto na Europa se cria um movimento de acabar com o Estado Social de Direito, nós aqui no Brasil e nos países em desenvolvimento, estamos em um movimento contrário garantindo os direitos sociais.”
No que diz respeito às transferências de recursos para o setor privado, a LDO para 2012 acrescenta novas entidades beneficiáveis, como as de assistência social que trabalhem com idosos, crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade ou risco, além de habilitação de pessoas com deficiências. Pelo texto, a entidade que receber recursos para investimento terá que comprovar capacidade gerencial, operacional e técnica para desenvolver as atividades e informar a quantidade e qualificação de seus profissionais.
O relator-geral, Márcio Reinaldo Moreira (PP-MG), preservou os parâmetros macroeconômicos do governo federal pelos quais o crescimento esperado da economia brasileira neste ano será de 4,5% e 5% em 2012. A meta de inflação prevista pelo Índice de Preço ao Consumidor Agregado (IPCA), para 2011, continua em 5%, segundo o relator da LDO e de 4,5% em 2012.
Sobre as “metas e prioridades de 2012”, o relator-geral incluiu o pagamento pelo Executivo das emendas individuais de deputados e senadores, além das ações referentes ao Programa de Aceleração e Crescimento (PAC) e à superação da extrema pobreza, já previstas no texto do Executivo.
Quanto às metas de superávit primário para 2012, a LDO aprovada pelo Legislativo manteve o valor nominal de R$ 139,822 bilhões para União, estados e municípios. Desse total, R$ 96,973 bilhões caberá ao governo federal. Os deputados e senadores restringiram, entretanto, a redução máxima desse valor em R$ 40,6 bilhões, no caso das ações previstas no PAC.
O déficit nominal aprovado não poderá ser superior a 0,87% do PIB e o crescimento das despesas correntes – gastos com pessoal, por exemplo – não poderá superar o crescimento dos investimentos. Já as emissões de títulos da dívida do Tesouro Nacional terão que ser previstas na lei orçamentária e nos créditos adicionais.
De acordo com o texto aprovado, acerca da paralisação de obras públicas, por conta de problemas detectados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), os congressistas estabeleceram que a decisão deverá ser encaminhada pelo órgão à Comissão Mista de Orçamento no máximo em 40 dias, a contar da conclusão das auditorias.
Também ficou definido na LDO que dentro desse prazo de 40 dias, 15 serão reservados para a manifestação preliminar do gestor da obra. Foi estabelecido, ainda, que a suspensão das obras e serviços só poderá ser evitada por decisão da Comissão Mista de Orçamento.
Além disso, segundo o texto da LDO, o governo federal não poderá executar qualquer investimento antes de aprovado o Orçamento Geral da União, pelo Congresso. O texto do Executivo previa investimentos, mesmo sem a sanção do orçamento até 31 de dezembro, em obras do PAC e com inversões financeiras relativas à participação da União no capital de empresas.
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Gazeta do Povo, 14 de julho de 2011
Congresso
Suplentes já representam 20% de todo o Senado
Com a posse de Zezé Perrella (PDT-MG) na vaga deixada por Itamar Franco, morto no último dia 2, já são 15 as cadeiras do Senado ocupadas por suplentes. Em dez delas, o cargo ficou vago permanentemente, por motivos como morte, renúncia ou cassação dos titulares. O número representa quase 20% dos 81 senadores da atual legislatura, que vai até 2015.
A maioria das mudanças no Senado ocorreu em 2011: dois suplentes assumiram após a morte de seus titulares, outros quatro senadores eleitos em 2006 renunciaram para assumir governos estaduais, e Marisa Serrano entregou sua renúncia para assumir cargo no TCE-MS.
Há também os suplentes em condição temporária, ou seja, que ainda podem deixar o cargo caso o titular retorne, como ocorreu com o ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento (PR-MT). Ele reassumiu o cargo de senador após deixar a pasta na semana passada.
A presidente Dilma Rousseff ainda mantém três ministros “emprestados” do Senado: Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) na Previdência Social, Gleisi Hoffmann (PT-PR) na Casa Civil e Edison Lobão (PMDB-RN) no Ministério de Minas e Energia.
Seus suplentes são, respectivamente, Paulo Davil (PV-RN), Sérgio Souza (PMDB-PR) e Edison Lobão Filho (PMDB-AM) – filho de seu titular.
A discussão sobre o fim dos suplentes no Senado faz parte dos debates da reforma política no Congresso. A proposta feita no Senado é de que o número de suplentes caia de dois para um.
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Gazeta do Povo, 14 de julho de 2011
Projeções
Brasil terá de investir ao menos R$ 1 trilhão nos próximos anos
Setores de transporte e energia são os que precisam de mais recursos. Um dos desafios é atrair financiamento privado
Dois levantametos recentes indicam que o Brasil terá de investir pelo menos R$ 1 trilhão em obras de infraestrutura nos próximos anos para acabar com os gargalos que limitam seu desenvolvimento econômico e social. Uma pesquisa preparada em abril pela LCA Consultores fala em R$ 1 trilhão até 2020. Outra, que será apresentada hoje em Curitiba pela Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção (Sobratema), chegou a uma cifra ainda mais alta: R$ 1,2 trilhão até 2016, englobando 9.550 diferentes construções, entre elas a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, e o trem de alta velocidade Rio-São Paulo-Campinas.
Parte das obras tem a ver com a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Em Curitiba, as intervenções para o Mundial de futebol, como a requalificação da Avenida Marechal Floriano, vão exigir mais de R$ 460 milhões. No Rio de Janeiro, o montante necessário para os Jogos Olímpicos ficará na casa dos R$ 33 bilhões, segundo pesquisa da PricewaterhouseCoopers. Setores diretamente ligados às obras devem crescer exponencialmente: o setor de máquinas, por exemplo, deve dobrar o faturamento anual, hoje em R$ 3 bilhões, até 2016.
Entraves
Os principais entraves para a realização dessas obras estão na falta de projetos, de visão integrada de planejamento e nas dificuldades do capital privado em contribuir com os investimentos, em boa parte por causa da burocracia e da insegurança jurídica e política que rondam o setor (veja a opinião do empresariado paranaense na página 20), além do perigo de um apagão de mão de obra.
“Vontade política para vencer esses desafios até existe, mas não um planejamento público integrado, com estudos que identifiquem onde faltam investimentos e a definição clara das prioridades. Esse trabalho tem sido feito pelos ministérios setoriais, mas não está concentrado na pasta de Planejamento, como deveria ocorrer. A expectativa é que isso mude, já que a Miriam Belchior, hoje no comando da pasta, tinha essa visão na Casa Civil”, analisa o economista Fernando Camargo, autor da pesquisa da LCA.
Financiamento
Outro obstáculo é que os recursos do principal financiador do setor de infraestrutura, o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), podem não ser suficientes. O banco diz que começou a trabalhar uma agenda para estimular o aumento da participação do setor privado no financiamento de longo prazo, e que terá condições de manter nos próximos anos o patamar de captação de 2010, de R$ 145 bilhões.
Para especialistas, no entanto, o país só conseguirá destinar à infraestrutura os mais de R$ 100 bilhões anuais necessários se puder contar também com o capital e a capacidade de endividamento do setor privado. Isso porque os recursos do BNDES são altamente disputados pelo setor industrial, que encontra ali – e não nos bancos privados – as menores taxas de juros. Dos R$ 116,7 desembolsados pelo BNDES entre maio de 2010 e abril deste ano, 47% foram para as indústrias e 16% para o setor de comércio e serviços. A infraestrutura ficou com 31% do total.
Criação de mercado de títulos pode estimular empresas a investir
Além das parcerias público-privadas, que carecem de instrumentos jurídicos na maioria dos estados brasileiros, outro caminho para a atração de investimentos privados é a criação e regulação de um novo mercado de capitais voltado para o setor de infraestrutura. “Uma possibilidade é a emissão de títulos de longo prazo vinculados a obras ou conjuntos de obras bons o bastante para atrair o investimento das empresas. Isso poderia ser feito por meio de garantias, como o retorno do dinheiro investido em dado tempo e com dado rendimento”, diz João Basílio Pereima, doutor em Desenvolvimento Econômico e professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
No entanto, diz Pereima, essa não é uma solução rápida e nem fácil. “O empresário brasileiro não tem a cultura do planejamento de tão longo prazo. Nesse aspecto, a instrumentalização, pelo Banco Central, de um mercado que facilitasse a compra e a venda de títulos poderia começar a mudar as coisas.”
O economista também sugere a contratação de empréstimos no exterior pelo país, a juros fixos – e não flutuantes, como os tomados na década de 1970, que quase quebraram o país. “Hoje, com os efeitos da crise financeira mundial, há um volume enorme de dólares e euros lá fora esperando uma oportunidade segura de investimento. Se emprestarmos a juros fixos, faremos um bom negócio.”
Onde captar dinheiro
A busca por recursos para a infraestrutura pode seguir diversos caminhos:
Exterior
Além dos recursos captados via Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), Tesouro Nacional e debêntures, o BNDES pode intensificar a busca por aportes de agentes internacionais, como o Banco Mundial, possibilidade aberta no governo de Lula.
Caixa Econômica Federal
A Caixa Econômica Federal é outro importante agente, por ter acesso a fundos especiais de recursos de bom calibre, como os depósitos compulsórios do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Só em 2010, o financiamento geral do FGTS para o setor foi de R$ 11 bilhões. No primeiro trimestre de 2011, a arrecadação bateu recorde, com R$ 3,75 bilhões, 153% a mais que em 2009. O FI-FGTS, criado no âmbito do PAC, financiou R$ 15 bilhões em obras de infraestrutura urbana desde 2008.
Banco do Brasil
O Banco do Brasil é outra alternativa, pois pode captar dinheiro tanto no Brasil quanto no exterior. Regionalmente, também podem aumentar sua atuação o Banco da Amazônia, o Banco do Nordeste (BNB) e o Banco Regional de Desenvolvimento de Extremo Sul (BRDE).
PPPs estaduais
A criação de leis-base para a criação de parcerias público-privadas em nível estadual também seria útil.
Setor privado
O Banco Central e outros órgãos federais podem incentivar e regulamentar um mercado de títulos voltado para o setor de infraestrutura, atraindo assim o capital privado.
Fontes: LCA Consultores, Patricia Balachi, analista financeira do Instituto de Ensino e Pesquisa em Administração (Inepad), e João Basílio Pereima, professor da UFPR.

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Folha de S.Paulo, 14 de julho de 2011
Brasil crescerá menos que países vizinhos, diz estudo
Relatório da Cepal alerta para inflação e valorização cambial na América Latina
País atraiu mais de 70% de todo o capital externo que veio para 19 países da região entre 2007 e 2010
CLAUDIA ANTUNES
DO RIO
Ao contrário do que ocorreu nos últimos três anos, o Brasil crescerá em 2011 menos do que a média dos países latino-americanos, aponta estudo da Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), da Organização das Nações Unidas.
Com expansão de 4% do PIB (Produto Interno Bruto, ou soma de bens e serviços produzidos internamente), numa visão otimista, o país, que tem quase 42% da soma das 33 economias analisadas, puxará para baixo o desempenho regional.
Este deverá ficar em 4,7%, contra 5,9% em 2010, quando o país cresceu 7,5%. Na América do Sul, o crescimento médio deve ser de 5,1%, ante 6,4% no ano passado.
Apesar da desaceleração, que tende a continuar em 2012, o relatório destaca o momento positivo da região, que atribui ao aumento do consumo privado, do crédito, do investimento e da demanda externa por produtos agrícolas e minerais.
Mas o estudo alerta para a necessidade de conter a inflação e de intervir contra a valorização cambial, que provoca riscos de deficits nas contas correntes (saldo do dinheiro que entra e sai de um país), e de uma "especialização intensiva" em bens primários (commodities).
A Cepal também aponta a "vulnerabilidade" da região ao capital especulativo, que pode causar "bolhas" financeiras e imobiliárias, de acordo com o relatório.
Entre 20 moedas analisadas, o real era a segunda que mais havia se valorizado (28,7%) em maio deste ano, numa comparação com a taxa média entre 1990 e 2009.
O Brasil atraiu mais de 70% dos capitais externos vindos para 19 países entre 2007 e 2010. Quando se consideram apenas investimentos em títulos e ações, que incluem capitais de curto prazo, o percentual fica ainda maior, subindo para 76%.
"Há um contrassenso quando o Brasil impõe controles à entrada de capitais e ao mesmo tempo aumenta a taxa de juros, fazendo-se mais atrativo para os capitais", disse à Folha Osvaldo Kacef, chefe da Divisão de Desenvolvimento da Cepal.
Kacef vê o câmbio valorizado como um "veneno de efeito lento" e diz que a primarização das exportações (a participação dos manufaturados caiu de 55,1% em 2005 para 39,4% em 2010) preocupa porque o país sempre teve diversificação.
Carlos Mussi, da Cepal em Brasília, diz que a intervenção no câmbio é necessária, mas que a inflação controlada é que dá a "perspectiva de continuidade para consumo e investimentos".
Segundo Mussi, o crescimento menor do Brasil neste ano deve-se ao fato de o país ter antecipado em 2009 medidas contra a crise: "É hora de administrar a situação".
O relatório sugere que a política fiscal, com aumento da poupança, pode aliviar o dilema ao evitar aumento de juros. "O cenário internacional é muito incerto, e os países da região devem aproveitar o momento favorável para se preparar para um período pior", diz Kacef.
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Conjur, 14 de julho de 2011
Vaga da coligação
TSE responde sobre troca de partido na coligação
Em consulta enviada ao Tribunal Superior Eleitoral, o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) pergunta se há possibilidade de um prefeito desfiliar-se do seu partido para integrar legenda da mesma coligação que o elegeu sem que seja condenado por infidelidade partidária. A ministra Nancy Andrighi é a relatora da consulta.
Como fundamento para a pergunta, Bolsonaro considera "analogicamente, a decisão do Supremo Tribunal Federal nos Mandados de Segurança 30.260 e 30.272, julgados em 27 de abril de 2011, no sentido de que, ocorrendo vaga de titular de mandado parlamentar, esta vaga pertence ao suplente da coligação, e não ao partido". Desta forma, o cargo pertenceria a coligação e não ao partido e, com isso, seria pertinente a indagação sobre a possibilidade do prefeito eleito poder transferir-se para outro partido que integrou à coligação que disputou a eleição.
De acordo com o artigo 23, inciso XII, do Código Eleitoral, cabe ao TSE responder às consultas sobre matéria eleitoral, feitas em tese por autoridade com jurisdição federal ou órgão nacional de partido político. A consulta não tem caráter vinculante, mas pode servir de suporte para as razões do julgador.
Com informações da Assessoria de Imprensa do TSE.
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Última Instância, 14 de julho de 2011
COMO HORA EXTRA
Empresa é condenada a pagar minutos de descanso não usufruídos
A 5ª Turma do TRT-MG (Tribunal Regional do Trabalho em Minas Gerais) condenou empresa a pagar como extras o intervalo de 15 minutos não usufruídos pela empregada.
O desembargador Paulo Roberto Sifuentes Costa lembrou o entendimento do TST sobre o tema já está pacificado e deferiu à reclamante o pagamento, como extras, de 15 minutos diários pela não concessão do intervalo previsto no artigo 384, da CLT, em face da prestação de horas extras durante toda a vigência de seu contrato de trabalho.
Para o cálculo, deverá ser observada a jornada de trabalho fixada na sentença, com adicional de 90% e reflexos nas parcelas salariais e rescisórias.
O TST (Tribunal Superior do Trabalho) confirmou a constitucionalidade do artigo 384 da CLT inserido no capítulo III, que trata da proteção do trabalho da mulher. De acordo com o dispositivo "em caso de prorrogação do horário normal, será obrigatório um descanso de 15 minutos, no mínimo, antes do início do período extraordinário de trabalho".
No entendimento do TST, o dispositivo leva em consideração as diferenças fisiológicas e até psicológicas entre homens e mulheres, enquanto a Constituição trata da igualdade jurídica e intelectual entre os sexos.
"Não é demais lembrar que as mulheres que trabalham fora do lar estão sujeitas a dupla jornada de trabalho, pois ainda realizam as atividades domésticas quando retornam à casa. Por mais que se dividam as tarefas domésticas entre o casal, o peso maior da administração da casa e da educação dos filhos acaba recaindo sobre a mulher", observou o Relator Ministro Ives Gandra Martins Filho, no julgamento do Recurso de Revista.
Segundo o ministro, ao ônus da dupla jornada corresponde o bônus de algumas vantagens específicas concedidas por lei à mulher trabalhadora. Um desses bônus é, exatamente, o intervalo do artigo 384 da CLT.
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Notícias do Tribunal Superior do
Trabalho
14/07/2011
ECT deve restabelecer gratificação recebida por motorista por mais de 10 anos
A Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho não conheceu de recurso da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e manteve decisão que a condenou a pagar gratificação de função a um motorista. No caso, a gratificação, exercida por ele por mais dez anos, foi suprimida depois de o empregado retornar de afastamento em virtude do acidente que lhe causou lesão na coluna cervical e ser readaptado em outro cargo.
O empregado ingressou nos quadros da ECT em 1992, como carteiro, e, no mesmo ano, passou a receber adicional pelo exercício da função de motorista operacional, gratificação que recebeu até 2008. Ou seja, após quinze anos exercendo a função e recebendo essa gratificação, a empresa resolveu suprimi-la sem justo motivo.
Após a lesão sofrida na coluna cervical, ocasionada pela queda de uma árvore, o motorista ficou impossibilitado de exercer sua função, segundo perícia médica realizada pelo INSS. Ao ser considerado apto para o retorno ao trabalho, com a restrição de não mais poder exercer a função anterior, a empresa o reabilitou para o cargo de operador de triagem e transbordo, retirando-lhe a gratificação.
O motorista ajuizou, então, reclamação trabalhista, assistido pelo sindicato da categoria, em que pleiteou a incorporação da gratificação e o pagamento das diferenças retroativas à época da supressão, com reflexos nas demais verbas trabalhistas. Em sua defesa, a ECT alegou ter retirado a gratificação por razões médicas (o afastamento do motorista pela lesão na coluna) e também porque os períodos do recebimento da gratificação foram descontínuos.
A 6ª Vara do Trabalho de Vitória condenou a empresa a restabelecer o pagamento da gratificação suprimida e as verbas daí advindas. Para o juiz, a recomendação médica, ao afastá-lo da função anterior, não poderia retirar-lhe o direito à estabilidade econômica. Ou seja, a ordem médica deveria ser cumprida, mas com a manutenção do patamar remuneratório obtido ao longo dos anos.
Insatisfeita, a ECT recorreu ao TRT da 17ª Região (ES) ao argumento de inexistir qualquer dispositivo legal obrigando-a a incorporar a gratificação de função. A sentença foi mantida pelo Regional, que acolheu os fundamentos do juiz e também se baseou no artigo 468 da CLT (que trata da inalterabilidade do contrato social do trabalho) e na doutrina do ministro Maurício Godinho Delgado, para quem “a jurisprudência sempre buscou encontrar medida de equilíbrio entre a regra permissiva do parágrafo único do artigo 468 e a necessidade de um mínimo de segurança contratual em favor do empregado alçado a cargos ou funções de confiança”. De acordo com o ministro Godinho, a Súmula 372, item I, confirmou o critério decenal para a estabilização financeira em situações de reversão (percebida a gratificação de função por dez ou mais anos pelo empregado, se o empregador, sem justo motivo, revertê-lo a seu cargo efetivo, não poderá retirar-lhe a gratificação tendo em vista o princípio da estabilidade financeira).
A ECT alegou, no recurso ao TST, ter sido legítima a retirada da gratificação, uma vez que o motorista não mais poderia exercê-la em razão da lesão na coluna. Disse, ainda, que benefício por eventual incapacidade do empregado deve ser custeado pelo INSS, e não atribuído ao empregador, quando o problema de saúde não decorrer de sua culpa ou dolo.
O ministro Caputo Bastos observou que a questão não é pacífica, “embora a doutrina prime pela estabilidade financeira do trabalhador”. Com base em parte da doutrina e em outros fundamentos, o ministro concluiu que o trabalhador readaptado tem direito de continuar a receber a gratificação de função recebida por mais de dez anos.
(Lourdes Côrtes)
Processo: RR-56700-04.2008.5.17.0006
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FETRACONSPAR, 14 de julho de 2011
ALTERAÇÃO NA NR 5 - CIPA
Foi publicada no Diário Oficial da União de hoje (14.07.2011) a Portaria nº 247 do Ministério do Trabalho e Emprego, , que altera a Norma Regulamentadora nº 5 (CIPA).
Solicitamos observarem o item 5.14.1, que obriga as empresas a encaminharem ao Sindicato dos Trabalhadores da categoria, quando por este solicitado, toda documentação referente ao processo eleitoral, incluindo a ata de eleição e posse e o calendário anual das reuniões ordinárias.
Clique Aqui para ver a Portaria nº 247
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