Começou hoje (29/01), o XVI SEMINÁRIO DE DIRIGENTES SINDICAIS DA CONSTRUÇÃO E DO MOBILIÁRIO DO ESTADO DO PARANÁ, no município de Itapoá/SC. Estão presentes mais de 80 dirigentes sindicais de todo o Estado.

GERALDO RAMTHUN, Presidente da FETRACONSPAR, na abertura do Seminário.

Na abertura contamos com a presença de JOSÉ CALIXTO RAMOS, Presidente da CNTI – Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria e da NCST – Nova Central Sindical dos Trabalhadores, EPITÁCIO ANTONIO DOS SANTOS, Presidente da FETROPAR – Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Paraná e da Nova Central Sindical de Trabalhadores do PARANÁ, SEBASTIÃO SOARES DA SILVA, Diretor de Relações Internacionais e Comunicação Social da NCST – Nova Central Sindical dos Trabalhadores, Filósofo e Professor Universitário, ANTONIO AUGUSTO DE QUEIROZ, Jornalista, Analista Político e Diretor de Documentação do DIAP - Departamento Intersindical de Acessoria Parlamentar, LÁZARO PEREIRA, Presidente da Federação da Construção e do Mobiliário do Estado de Minas Gerais e ANTONIO RODRIGUES DA SILVA, Presidente da Federação da Construção e do Mobiliário do Estado do Piauí.


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( Presidente da CNTI – Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria e da NCST – Nova Central Sindical dos Trabalhadores)
 
(Integrante da Comissão Nacional de Direito e Relações do Trabalho do MTE, Membro do IAB e ABRAT, do corpo técnico do DIAP, Assessor Jurídico de Entidades Sindicais de Trabalhadores e ex-Deputado Federal)
 
(Jornalista, Analista Político e Diretor de Documentação do DIAP)
 
(Diretor de Relações Internacionais e Comunicação Social da NCST – Nova Central Sindical dos Trabalhadores, Filósofo e Professor Universitário)
 
(Distribuição das Comissões)
 
 
Palestrante: José Calixto Ramos
( Presidente da CNTI – Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria e da NCST – Nova Central Sindical dos Trabalhadores)
 
1. Qual a agenda da NCST para o 2º mandato do presidente Lula?
A NCST irá trabalhar na direção do desenvolvimento e com a criação de novos empregos, a manutenção dos atuais e a conseguinte distribuição de renda.

Manter um processo de constante vigilância no Congresso Nacional no Executivo e no Judiciário.

2. Na opinião do senhor, o governo fará a reforma sindical em nível constitucional ou apenas irá regulamentar o artigo oitavo da Constituição?
Na minha visão o governo vai fazer as reformas (sindical, trabalhista e Previdência Social). Não será uma luta fácil, em face da existência de duas correntes bem definidas.

3. Qual será a atuação da NCST no Fórum Nacional de Previdência, recentemente criado pelo presidente Lula?
A NCST terá uma atuação cautelosa e competente.

A maior expectativa é para que a reforma não seja em curto prazo, e tão pouco resulte em detrimento dos próprios trabalhadores, das empresas privadas e dos funcionários públicos.

Acima de tudo preservando os direitos já adquiridos dos aposentados e pensionistas.

 
     
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Palestrante: Dr. Edésio Passos
(Integrante da Comissão Nacional de Direito e Relações do Trabalho do MTE, Membro do IAB e ABRAT, do corpo técnico do DIAP, Assessor Jurídico de Entidades Sindicais de Trabalhadores e ex-Deputado Federal)
 
l. Quais as perspectivas dos trabalhadores neste segundo mandato do presidente Lula?
Os trabalhadores garantiram de modo expressivo a reeleição do presidente lula, as perspectivas são no sentido de avançar ainda mais as conquistas relativas à luta contra o desemprego, a melhoria dos salários e das condições de vida.

Entretanto, trabalhadores devem se articular em suas entidades sindicais para pressionar o governo e o parlamento na defesa dos seus legítimos interesses e dos seus direitos fundamentais.

2. Qual deve ser o papel do movimento sindical neste novo mandato presidencial?
O movimento sindical deve se unificar em torno de lutas comuns, especialmente para a aprovação de projetos de lei de interesse dos trabalhadores, assim como na defesa de medidas políticas e econômicas que venham a favorecer o conjunto da população.

Por isso, a unidade dos vários segmentos sindicais é fundamental visando conseguir novas vitórias.

3. Em sua opinião, o governo conseguirá fazer a reforma sindical, e com que conteúdo?
Deve haver uma inversão e o movimento sindical que defende a unicidade deve lutar pela aprovação do projeto de lei do deputado Sérgio Miranda e manter a luta pela manutenção do artigo 8º da Constituição Federal.

 
     
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Palestrante: Antonio Augusto de Queiroz
(Jornalista, Analista Político e Diretor de Documentação do DIAP)
 
 
l. Que agenda de reforma o governo está legitimado para patrocinar?
Na minha avaliação, apenas aquelas que foram debatidas durante o processo eleitoral. E o presidente Lula, na campanha eleitoral, manifestou compromisso apenas com três reformas: a política, a tributária\fiscal e a sindical.

Quanto às reformas previdenciária e trabalhista, que são defendidas pelo poder econômico, o presidente foi explicito no sentido de que não faria nenhuma reforma que significasse supressão ou redução de direitos. Portanto, qualquer iniciativa que resulte na mudança de critério em prejuízo do trabalhador deverá ser rechaçada.

2. Qual a importância do 2º turno da eleição presidencial?
Cumpriu dois papéis fundamentais: pacificar o país, que estava dividido no primeiro turno da eleição, e propiciar o debate sobre programa de governo, já que no primeiro turno prevaleceu o denuncismo.

Foi no segundo turno, por exemplo, que ficou clara a posição dos dois candidatos em relação ao papel do estado na economia e na proteção social. Enquanto um dos candidatos defendia a redução do papel do Estado e um enxugamento dos gastos públicos, particularmente na área social, o outro,que foi reeleito, reiterou o compromisso com a manutenção e ampliação dos programas sociais, além de descartar qualquer possibilidade de privatização de estatais, como o Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Correios, Petrobrás etc.

3. Quais os desafios imediatos do presidente Lula neste segundo mandato?
São basicamente quatro: i) eleger aliados para a presidência da Câmara e do Senado; ii) formar uma coalizão de apoio capaz de garantir maioria para aprovar sua agenda de reformas no Congresso, iii) definir uma agenda de reformas realista e que tenha sido debatido na campanha eleitoral, e iv) formar uma equipe ministerial que seja politicamente respaldada; tecnicamente preparada e eticamente inatacável.

     
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Palestrante: Sebastião Soares da Silva
(Diretor de Relações Internacionais e Comunicação Social da NCST – Nova Central Sindical dos Trabalhadores, Filósofo e Professor Universitário)
 
 

l. Qual é a nova conformação do movimento sindical internacional?
Superada a fase histórica da “Guerra Fria” e frente aos desafios de um mundo globalizado, demarcado por reestruturações produtivas, desemprego estrutural, problemas de imigração e a redução do número de trabalhadores sindicalizados, o movimento sindical se vê diante de um imperativo do século XIX, a absoluta necessidade de unidade. O poder e a ação do capital se projetam de forma mundial, as políticas de ajustes estruturais tentam abarcar o maior número possível de países em programas comuns de reformas que afetam de maneira integral a organização sindical dos trabalhadores; os governos, de forma geral, são incorporados a esses processos mundiais que impactam as nações desenvolvidas e em desenvolvimento, com conseqüências inevitáveis sobre a estrutura sindical.

Assim, nesta realidade, o movimento sindical internacional, pelo menos de maneira formal, conseguiu superar inúmeras divergências para construir uma nova central sindical mundial que representa a quase totalidade das organizações sindicais dos cinco continentes. A Central Sindical Internacional, fundada em Viena no último dia 3 de novembro do ano passado, conseguiu fundir, numa única organização, as representações sindicais identificadas com a social-democracia européia e o pragmatismo norte-americano, cujas entidades eram filiadas à CIOSL; com a democracia cristã, através da CMT, entidades que já foram filiadas da FSM, como a CGT francesa, e setores do novo sindicalismo classista, como a CTA da Argentina. Portanto é uma nova conformação histórica que só se tornou possível mediante os desafios colocados para o movimento, pelas mudanças no cenário político mundial (fim da “guerra fria”) e pela afirmação de um espaço de negociação que envolve governos, trabalhadores e empresários.

2. Como o senhor avalia importância do movimento sindical brasileiro no cenário internacional?
A presença de cinco centrais sindicais brasileiras (CUT, Força, SDS, CAT e CGT) além da CNPL entre as entidades fundadoras da CSI, bem como a participação de dirigentes sindicais brasileiros nos órgãos de direção da nova central mundial refletem a importância e o destaque que o movimento sindical brasileiro ocupa no cenário mundial. Pela sua importância estratégica, política, ambiental, econômica etc. o Brasil tem um peso considerável nas políticas internacionais e não poderia ser diferente em relação ao movimento sindical. O que deve ser observado é que essa importância não pode ser apenas a repetição de práticas do passado, quando apenas limitávamos a reproduzir os diferentes modelos das matrizes sindicais internacionais. O que se espera é uma participação proativa, fraterna e solidária, mas com respeito à nossa realidade específica.

3. A NCST pretende debater a filiação a uma central internacional?
Sim. Para os meses de abril ou maio, a NCST vai organizar debates com vistas a avaliar o cenário sindical mundial e definir a sua posição. Acreditamos que, filiados ou não, devemos ter relações e intercâmbio internacionais uma vez que uma parcela considerável das questões enfrentadas pela central devem ser encaminhadas através de articulações e encaminhamentos fora do nosso País. Por isto o tema requer e exige debate e definição.
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Tema: Campanha Salarial Unificada
(Distribuição das Comissões)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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