31/01/2007 |
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(Doutor
em Ciências Sociais e Professor de Ciência
Política na UFPR)
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(Secretário
Geral da CNTI e Presidente da FETICOM/SP)
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(Presidente
da FETICOM MG)
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(Presidente
da FETICOM/PI)
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(Pesquisador
do Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores (CEPAT) e Mestre
em Sociologia pela UFPR)
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Tema: O
Movimento Social e a Conjuntura Nacional
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(Economista
e Supervisor Técnico do DIEESE Paraná)
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Tema: Análise
Conjuntural e Setorial
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(Advogado Trabalhista e Assessor de diversas Federações
e Sindicatos de Trabalhadores)
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Tema: Negociação
Salarial na Atualidade
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Palestrante:
Dr. Ricardo Costa de Oliveira
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| (Doutor
em Ciências Sociais e Professor de Ciência Política
na UFPR) |
Tema:
Análise de Conjuntura e Perspectiva do Governo
Federal e Estadual |
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1. Na
sua opinião, quais os principais fatos da conjuntura
política atual ?
O debate sobre a Reforma Política e Tributária.
Qual deve ser a extensão e a profundidade destas reformas.
A taxa de renovação do congresso não
foi alta e devemos esperar uma dinâmica política
semelhante a da última legislatura. Os problemas políticos
devem continuar porque muitos parlamentares vêem o
Congresso não como uma casa de debates políticos
de formulação de políticas públicas,
mas como um espaço de enriquecimento e de atendimento
de interesses de pequenos grupos.
2. O Sr. acredita na aprovação da reforma política
? se sim, com que conteúdo ?
Como os atuais parlamentares foram eleitos pelas atuais regras,
sempre ha desinteresse na sua modificação.
A pressão popular e da sociedade civil é que
deve lutar pelas transformações no sistema
político. É preciso mais transparência,
representatividade e diminuição da influência
do poder econômico, que tem convertido alguns dos parlamentares
em uma casta plutocrática.
3.
Que conseqüências políticas e econômicas
tiveram, para o Estado do Paraná, da aprovação
do piso salarial regional, e a decisão do governador
de proibição da soja trangênica no estado?
Requião foi eleito
pelo voto da região metropolitana
de Curitiba e pelos municípios de menor IDH (Índice
de Desenvolvimento Humano), o que mostra apoio popular à sua
reeleição. É preciso continuar as políticas
sociais e que beneficiaram a maioria da população
trabalhadora. O compromisso do governo Requião com
estes setores tem que continuar. A proibição
da soja transgênica faz parte da luta contra um setor
obscuro do grande agronegócio multinacional e visa
a defesa da agricultura paranaense.
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Palestrante:
José Sebastião do Santos
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| (Secretário
Geral da CNTI e Presidente da FETICOM/SP) |
Tema:
Campanha Salarial |
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1. Que eventos preparatórios
sua entidade promove no período que antecede as
negociações coletivas de trabalho ?
Fazemos encontro com os sindicatos. Preparamos o programa de Ação.
Divulgamos a campanha no Estado.
2. Como
se dá a negociação coletiva de trabalho
no seu Estado ?
Começamos na DRT. Encaminhamos o processo para os tribunais. Convocamos
a negociação no sindicato patronal
3. Que conquistas de outras
Federações da Construção e
do Mobiliário, o Sr. gostaria de incorporar na Convenção
Coletiva de Trabalho do seu Estado ?
Cada sindicato tem sua peculariedade e suas reinvidicações, que
não são diferentes de outras localidades. Gostaria apenas que
as negociações tornem-se unificadas como todos os sindicatos,
o que na é possível, pois são de centrais distintas.
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Palestrante:
Lázaro Pereira
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| (Presidente
da FETICOM MG) |
Tema:
Campanha Salarial |
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Entrevista
não disponível
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Palestrante:
Antonio Rodrigues da Silva
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| (Presidente
da FETICOM/PI) |
Tema:
Campanha Salarial |
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1.
Que eventos preparatórios sua entidade promove
no período que antecede as negociações
coletivas de trabalho ?
Convocação de Assembléia Geral e a Mobilização
dos trabalhadores, é preparado a pauta de reinvidicações
e encaminhada ao TEM e ao sindicato patronal.
2.
Como se dá a negociação coletiva
de trabalho no seu Estado ?
Ela se dá diferenciada dos sindicatos, pois somente um sindicato de
Terezina acompanha as negociações, os outros do interior sempre
chama a federação, quando é necessário, um sindicato
de Paranáiba negocia por conta.
3.
Que conquistas de outras Federações da Construção
e do Mobiliário, o Sr. gostaria de incorporar na
Convenção Coletiva de Trabalho do seu Estado
?
Várias questões, Ex.: Cesta –básica, vale-compras,
auxílio-farmacia, plano de saúde, vale-transporte e outros. |
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Palestrante:
César Sanson
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| (Pesquisador
do Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores (CEPAT) e Mestre
em Sociologia pela UFPR) |
Tema: O
Movimento Social e a Conjuntura Nacional |
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1.
Que papel deve desempenhar o movimento social no
2º governo
Lula ?
O movimento social deve preservar a sua autonomia,
não
se deixar engolir pelo governo e pautar a sua ação
pelas reivindicações históricas
da classe trabalhadora. A referência para o movimento
social deve ser as demandas do povo brasileiro, particularmente
dos trabalhadores e trabalhadoras. É seu papel
cobrar e pressionar o governo para que avance em políticas
que efetivamente distribuam renda. É constitutivo
ao movimento social o papel de ser a consciência
crítica ao governo. Essa é a sua principal
contribuição.
2.
Qual a importância da formação
política para a atuação
dos militantes sociais ?
A formação dos militantes é fundamental.
Apenas uma militância consciente, com clareza
política e compromisso ideológico faz
avançar a luta. A falta de clareza e a ausência
de compromisso de classe fazem com que o militante
seja cooptado. A formação não
resolve tudo, mas contribui para elevar o nível
de consciência individual e coletiva e isso é importante,
principalmente no atual período, no qual o debate
ideológico exige o conhecimento das grandes
mudanças que se processam no mundo do
trabalho.
3.
Como o Sr. vê a dependência
financeira dos movimentos sociais das 3 esferas
do governo ?
Péssima. Movimento social que depende de
recursos do governo perde a sua autonomia e a sua
independência.
A autonomia do movimento social exige autonomia financeira.
Como pode o movimento social fazer oposição
ou travar lutas contra o governo se depende dele
para sobreviver? A bem da verdade, organizações
que dependem de recursos das instituições
governamentais, não podem se caracterizar
como movimento social. O movimento social deve sempre
perseguir
a sua auto-sustentação, apenas dessa
forma pode ser independente para definir as suas
estratégias
de luta.
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Palestrante:
Cid Cordeiro da Silva
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| (Economista
e Supervisor Técnico do DIEESE Paraná) |
Tema:
Análise Conjuntural e Setorial |
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1.
Qual a expectativa para o setor da construção
e do mobiliário para 2007 ?
Para a construção civil a expectativa que já era boa para
2007 ficou melhor ainda com a divulgação do PAC (Programa de Aceleração
do Crescimento), a continuidade da queda da taxa de juros, o crescimento da renda
familiar e do emprego e o aumento do volume de financiamento eram fatores que
apontavam para uma boa expectativa para o desempenho do setor, que foi acrescido
dos recursos previstos para financiamento habitacional pelo PAC , como podemos
observar a seguir:
Medidas
anunciadas pelo governo no PAC para a Construção Civil:
• R$ 106,3 bi (2007 a 2010)
• Prevê para Habitação
• R$ 51,9 bi (2003 a 2006)
• Saneamento
• R$ 40 bi (2007 a 2010)
• R$ 12,9 bi (2003 a 2006)
• 2007 R$ 27,5 bi (2006 = R$ 14,1 bi) 95%
Financiamento Habitacional
• 106,3 bi
• 55,9 bi do FGTS para famílias até 5 sm
• 50,4 bi recursos da poupança para famílias com renda superior
a 5 sm.
• CEF tinha anunciado R$ 12 bi com PAC passou para R$ 17,2 bi
• Outras medidas : PAR – Programa de arrendamento;
• Novas Medidas : multa 10% FGTS (R$ 1,6 bi).
No segmento de Madeira e Mobiliário
a realidade é outra, esses setores vem enfrentando uma crise desde
2005 em função da desvalorização do dólar,
afetando a exportação e abrindo o flanco para a importação,
foram perdidos aproximadamente 10 mil vagas no período 2005/2006,
a expectativa é que o pior momento para o setor já passou,
lentamente deve iniciar um processo de recuperação a partir
de 2007.
2. Existe perspectiva
de recuperação das perdas salariais com a tendência
de crescimento do setor da construção civil ?
Acredito que sim, com os bons indicadores tanto de financiamento como abertura
de postos de trabalho o cenário de negociação é positivo
para ampliar conquistas e recuperar perdas salariais, a tendência das
negociações tanto em 2006 como 2007 é de fechar as negociações
com aumento real.
3.
O DIEESE vislumbra algum risco ao patrimônio do FGTS, com a
utilização de parte dos seus recursos para a infra
estrutura, conforme previsto no PAC?
O Dieese está analisando
a medida para subsidiar o movimento sindical na discussão
dessa proposta.
A experiência recente
que tivemos da participação dos trabalhadores no uso
de FGTS em investimento foi com a possibilidade de adquirir ações
da Petrobrás e Vale do Rio Doce, o retorno até o momento
ficou acima do rendimento do FGTS (TR + 3%).
Essa é uma
nova modalidade de investimento que precisa de
uma análise mais cuidadosa e que implica
em maiores riscos que a experiência anterior.
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Palestrante:
Iracy da Silva Borges
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| (Advogado
Trabalhista e Assessor de diversas Federações
e Sindicatos de Trabalhadores) |
Tema: Negociação
Salarial na Atualidade |
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1.
o Sr. vê necessidade do retorno da política
salarial que garanta a reposição das perdas
salariais ?
O retorno de política salarial que defina reajustamento
automático dos salários, pelo incremento
inflacionário do período que defina (ano,
por exemplo) mostra-se necessária, na medida
em que os baixos índices inflacionários
e a diversidade das datas-base não possibilitam
venha a se caracterizar como alimentadora da inflação,
tal como acusada na época dos índices
elevados. Mostra-se injustificável que tenhamos
que nos submeter aos caprichos de algumas categorias
patronais, que buscam barganhar com a necessidade de
sustento das Entidades Sindicais Profissionais, apenas
para obter o reconhecimento da necessidade de recuperação
da própria inflação.
2. O Brasil já está preparado para a
prática da livre negociação
?
As negociações havidas a partir de 1994
demonstraram a falta de homogeneidade das Entidades
Patronais para enfrentar a livre negociação.
Se grande parte conseguiu compreender o papel das negociações
para a construção da harmonia entre o
Capital e o Trabalho, também ficou assente que
outra parte, felizmente minoria, utilizou-se da livre
negociação para acirrar os conflitos
de relacionamento. Com o fim, na prática, do
Poder Normativo da Justiça do Trabalho, advento
da Emenda Constitucional nº 45, com a redação
que deu ao artigo 114, da Constituição,
esta minoria chegou a crescer, diante da oportunidade
de que restassem impunes em sua postura anti-sindical,
fazendo com que existam hoje um considerável
número de categorias que não têm
Instrumento Normativo firmado e que ficam, diante da
incapcidade de reação, na dependência
de receberem apenas o que for de vontade do Empregador
3.
Que medidas legais o Sr. considera indispensável
para a superação da hipossuficiência
do empregado com a relação com os empregadores
?
Primeiramente,
seria necessários que estabelecêssemos
condições de fortalecimento das Entidades
Sindicais Profissionais para o enfrentamento, iniciando
pela definição de sua forma de custeio,
sem deixa-las ao arbítrio dos Patrões
e das idiossincrasias dos membros do Ministério
Público do Trabalho.
Por segundo, seria necessário que se definissem
regras de negociação, tais como as que
constavam do projeto de reforma sindical, estabelecendo
critérios a serem observados, inclusive no que
diz respeito de penalidades àqueles que não
se portassem com boa-fé no processo.
Necessário, também,
fossem estabelecidos mecanismos de solução
dos conflitos coletivos instalados, sendo ideal a
reconstrução
do Poder Normativo da Justiça do Trabalho, que
tão bons serviços prestou à harmonia
entre o Capital e o Trabalho, através de suas
decisões norteadoras dos rumos que deveriam
ser seguidos pelas negociações coletivas.
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