O avanço da vacinação ajudou a diminuir o número de óbitos em março e abril, no entanto agora está sendo registrado um aumento no número de mortes.

Por Agência O Globo — Brasília

O presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Carlos Lula, disse hoje que a contínua aceleração no número de casos de covid-19 aponta que estamos “diante de uma terceira onda” da pandemia no país. Segundo ele, está começando" a escalada da montanha".

Lula justifica que o número de casos ativos, diários, não diminuiu desde março. O avanço da vacinação ajudou a diminuir o número de óbitos em março e abril, no entanto agora está sendo registrado um aumento no número de mortes. Neste último fim de semana, 12 Estados tiveram óbitos em alta.

"Agora, com a contínua aceleração do número de casos, isso deixa claro que a gente já está diante de uma terceira onda", afirmou o presidente do Conass ao jornal “O Globo”.

O patamar da média móvel de óbitos voltou ficar acima de 2 mil. O país ultrapassou a marca de 500 mil mortes pela doença anteontem. E, ao longo dos últimos sete dias, o Brasil também foi o segundo país com mais mortos pelo coronavírus, atrás apenas da Índia.

Além disso, hoje é o primeiro dia de inverno no país. Com o início do período mais frio no Sul e no Sudeste, é esperado um aumento de casos de pacientes com problemas respiratórios.

"A gente já vai ter um incremento também de problemas respiratórios que devem aumentar o número de casos. De modo que eu quero acreditar que, sim, a gente está subindo a montanha. Está começando a escalada da montanha da terceira onda", disse Lula. O Conass tem pontuado que é preciso acelerar a vacinação no país. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta segunda que toda a população adulta brasileira deve estar vacinada com a primeira dose até setembro.

Dados do Ministério da Saúde mostram que até o momento cerca de 58,8 milhões de pessoas foram imunizadas com a primeira dose no país. Inicialmente, setembro era a previsão da pasta para que fosse concluída a vacinação dos grupos prioritários.