TÁ CARO, CULPA DO BOLSONARO

Diversas capitais do país receberam manifestantes pedindo o impeachment do presidente Jair Bolsonaro neste sábado (2/10).

O presidenciável Ciro Gomes na manifestação na avenida Paulista
Reprodução/Twitter 

As principais críticas dos presentes são quanto a condução do governo no combate à pandemia, a alta de preços (principalmente do gás de cozinha e dos alimentos) e o desemprego.

No Rio de Janeiro, os manifestantes se reuniram durante a manhã nas imediações da Candelária, no centro da capital fluminense. Havia domínio de faixas e bandeiras de partidos políticos ligados à esquerda, como PT, PSTU e PCO.

Presente no ato, o pré-candidato à presidência, Ciro Gomes (PDT), defendeu o impeachment de Bolsonaro e uma frente ampla da esquerda.

“Precisamos tirar [o presidente da Câmara dos Deputados] Arthur Lira da inércia criminosa. Isso só vai acontecer com a luta do nosso povo organizado, deixando de fora as diferenças para protegermos a democracia e a liberdade do nosso povo. É por isso que estou aqui de peito aberto”, disse ele no palco montado na Cinelândia, no centro do Rio.

Ele também criticou o quadro econômico atual e lembrou que há brasileiros obrigados a comer “restos de carne” em razão da fome.

Em São Paulo, a manifestação começou no período da tarde, e presença no evento é predominantemente de militâncias partidárias, de centrais sindicais e de entidades como o MTST.

No ato na avenida Paulista, a presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), cobrou união das militâncias partidárias presentes no local e disse que é necessário que todos os partidos contrários ao presidente cobrem Arthur Lira.

No local, também estão presentes outros políticos do PT, como o ex-prefeito Fernando Haddad; do PC do B, como o deputado Orlando Silva (SP); do PSB, como o deputado Marcelo Freixo (RJ) e Guilherme Boulos, do Psol. Alguns membros do PSDB também estavam presentes nos protestos em São Paulo.

Haddad afirmou que a luta pela democracia deve estar acima de posicionamentos políticos. "Nós estamos aqui em nome de uma causa suprapartidária. Se formos nos deixar levar por isso, vamos perder uma causa maior, que é a luta pela justiça e pela democracia. E hoje não temos no Brasil nem justiça nem democracia.”

Recife, Fortaleza, Salvador, Florianópolis, Belo Horizonte, Brasília, Maceió e Belém foram outras capitais em que os manifestantes foram às ruas com cartazes contra o presidente e a inflação.

Mais de cem manifestantes se reuniram contra o governo Bolsonaro em frente ao Portão de Brandemburgo, em Berlim. Ativistas pedem que presidente brasileiro seja julgado pelo Tribunal Penal Internacional.