Movimento será lançado dia 30 e terá CTB, CSB, CUT, Força, Intersindical, NCST, Pública e UGT. Entre as primeiras ações está a criação de observatório das desigualdades

por Priscila Lobregatte

As centrais sindicais CTB, CSB, CUT, Força Sindical, Intersindical, NCST, Pública e UGT anunciaram, nesta semana, a adesão ao Pacto Nacional pelo Combate às Desigualdades, iniciativa que reúne entidades e ativistas da sociedade civil e que será lançada no dia 30 de agosto.

Em nota, as centrais destacaram que “no mundo do trabalho, apesar dos esforços feitos pelos sindicatos, que buscam melhores salários, condições de trabalho, saúde e segurança, as desigualdades persistem. É urgente superar tais obstáculos”.

Também ressaltam que “o propósito desse movimento é articular força social, política econômica em torno de um compromisso coletivo com a justiça e de cooperação para enfrentar as mais variadas formas de desigualdade”. As entidades também indicam aos sindicatos, federações e confederações que se integrem ao movimento e a suas iniciativas nacionais e locais.

Entre as primeiras ações práticas do pacto estão a criação de um Observatório Brasileiro das Desigualdades; de uma Frente Parlamentar de Combate às Desigualdades e do Prêmio de Combate às Desigualdades para municípios que tiverem obtido os melhores resultados na redução de desigualdades.

Além disso, está previsto o lançamento de publicações com propostas concretas para municípios, empresas e entidades sindicais combaterem as desigualdades e a apresentação de pesquisa do IPEC sobre percepções dos brasileiros sobre desigualdades e de mapa das desigualdades entre capitais brasileiras.

Na avaliação de Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), “a mudança política, por si só, não será suficientemente capaz de superar o caos patrocinado nos últimos seis anos pelo receituário ultraliberal que aprofundou o desemprego e a pobreza, aumentou a carestia e a fome, deixando milhões no desalento e abandono, confrontou a ciência e a saúde na pandemia, sabotou o SUS e as vacinas, levando ao óbito mais de 700 mil brasileiras e brasileiros”.

Ele lembra que “números da pobreza no Brasil são alarmantes, mais ainda quando associamos aos desempregados, subocupados e as pessoas fora do mercado de trabalho. O contingente fora da força de trabalho no primeiro trimestre de 2023 foi estimado em 67 milhões de pessoas, conforme a PNAD Contínua. São 33% da força de trabalho brasileira que estão sem emprego ou está no subemprego. Já a taxa de informalidade chegou a 39,20% no mercado de trabalho alcançando 38,734 milhões de trabalhadores”.

Araújo acrescentou que “enquanto os juros seguem em dois dígitos (13,25%), 116,8 milhões de brasileiros não têm acesso pleno e permanente a alimentos. Desses, 21 milhões não têm o que comer todos os dias e 70,3 milhões seguem em insegurança alimentar, segundo a ONU. Essas informações são reveladoras de que o tempo clama por respostas urgentes no enfrentamento à gritante desigualdade do país”.

Assim, finaliza, “combater as desigualdades vai exigir importante pacto em defesa da vida e da desconcentração da riqueza, que sinalize de forma célere para a erradicação da miséria e da pobreza”.

Leia abaixo nota das centrais.

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