Flavia Thais de Genaro Machado de Campos

Reformas internas e externas poderão surtir efeito para administração do país.

- O que depende de nós

Medidas domésticas têm potencial de gerar impacto rápido e duradouro no mercado de trabalho, pois afetam diretamente o custo de contratar, a segurança jurídica e a produtividade.

a) Reforma tributária sobre o trabalho

Desoneração permanente da folha de pagamentos, especialmente para setores intensivos em mão de obra.
Ampliação de regimes simplificados (Simples Nacional e MEI), incentivando a formalização.

b) Modernização trabalhista

Regras claras para o trabalho remoto e híbrido.
Ajustes na lei da aprendizagem para ampliar a inserção de jovens e pessoas em vulnerabilidade.
Estímulo à negociação coletiva com menos risco de judicialização.

c) Reforma administrativa

Otimização da máquina pública para liberar recursos destinados a investimentos e programas de qualificação profissional.
Ampliação de PPPs - parcerias público-privadas para obras de infraestrutura, gerando empregos diretos e indiretos.

d) Investimento em qualificação

Fortalecimento do Sistema S e programas de capacitação técnica alinhados às demandas de setores estratégicos, como tecnologia, saúde e energias renováveis.

2. Reformas externas - O papel da inserção internacional

A economia brasileira também é influenciada pelo ambiente global. Reformas na política externa e nos acordos comerciais podem abrir mercados e atrair investimentos.

a) Acordos comerciais estratégicos

Avançar na ratificação do acordo Mercosul-União Europeia e negociar tratados bilaterais que reduzam tarifas e barreiras não tarifárias.
Participação ativa em cadeias globais de valor, com integração de setores industriais e de serviços.

b) Proteção e promoção de exportações

Modernização dos instrumentos de defesa comercial para evitar práticas desleais (dumping e subsídios externos).
Incentivos à diversificação de mercados, reduzindo a dependência de poucos parceiros.

c) Estímulo ao investimento estrangeiro

Garantias jurídicas e simplificação de processos para atrair multinacionais com potencial de gerar empregos locais.
Criação de zonas econômicas especiais com incentivos fiscais e infraestrutura adequada.

d) Cooperação tecnológica

Parcerias internacionais em pesquisa e desenvolvimento para criar produtos e serviços de maior valor agregado.
Acesso a fundos globais para financiar projetos de economia verde e digital.
Conclusão

O combate ao desemprego exige ação simultânea no plano interno e externo.

Internamente, reduzir o custo de contratação, simplificar regras e investir em qualificação cria um ambiente propício à geração de vagas.
Externamente, abrir mercados, proteger setores estratégicos e atrair investimentos expande as oportunidades e conecta o Brasil às tendências globais.
A lição é clara: sem alinhar reformas internas e externas, o país continuará vulnerável a choques e perderá a chance de transformar crescimento econômico em empregos de qualidade.


Flavia Thais de Genaro Machado de Campos é uma advogada brasileira com sólida formação acadêmica e ampla experiência em diversas áreas do Direito. jusbrasil.com.br +7 escavador.com +7 migalhas.com.br

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