Executivo avalia a realização de processos unificados de dois em dois anos, diz ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck

Yasmin Rajab 

A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), Esther Dweck, disse nessa quarta-feira (17/1) que há possibilidade de realização de mais um Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) em 2026. Em participação no programa "Bom Dia, Ministra", a chefe da pasta destacou que a previsão é que o certame seja realizado de dois em dois anos, para recompor o quadro de servidores públicos de todos os ministérios.

"Ao longo deste e dos outros anos, vamos contemplar outros ministérios que não estão nessa primeira leva. A gente foi priorizando áreas que estavam muito desfalcadas e que não tiveram concursos recentes. A nossa expectativa é que o concurso seja de dois em dois anos para suprir toda a demanda", disse.

Esther Dweck explicou a importância de ampliar a diversidade geográfica para garantir a representação de diferentes regiões do país no serviço público, promovendo uma base ampla para o desenvolvimento de políticas públicas. "Percebemos que os ministérios tinham muita dificuldade de fazer um concurso. Justamente por estarem há vários anos sem concurso, os ministérios tinham perdido a capacidade de fazer o concurso", afirmou.

O governo federal publicou na semana passada o edital com as regras para o concurso unificado, o Enem dos Concursos, que selecionará 6.640 servidores para 21 órgãos públicos federais. O documento traz informações sobre os blocos temáticos, conteúdo das provas, critérios de classificação e desclassificação, validade do certame e composição das notas finais.

Acesso

Os candidatos poderão se inscrever a partir de 19 de janeiro, no site da Fundação Cesgranrio, banca organizadora. O período será encerrado em 9 de fevereiro. As provas estão marcadas para serem aplicadas em 5 de maio.

A inscrição será, exclusivamente, via conta Gov.br. Por outro lado, a ministra Esther Dweck destacou preocupação com a garantia da acessibilidade aos candidatos, mencionando que há negociações com o Banco do Brasil e os Correios para oferecer agências físicas nas 220 cidades onde haverá provas, com o intuito de facilitar a inscrição aos que não têm acesso a dispositivos eletrônicos.

"Se alguém tiver alguma dificuldade com o aplicativo, não tiver um smartphone ou computador em casa, queremos que possa fazer a inscrição também. Estamos tentando garantir agências físicas até sexta. O nosso objetivo é que todos os brasileiros possam fazer", disse a ministra.

*Estagiária sob a supervisão de Luana Patriolino

CORREIO BRAZILIENSE

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